Étimo:
O nome dela era Margarete, uma professora de português. As agruras da profissão a transformaram em Amarga Hetch, a anti-heroína do sistema educacional brasileiro: sem saco para vaidades; fumante com voz de velha cachimbeira de tanto pitar e gritar com menino que não é dela; estilo hatch: traseira empinada e tampa pequena. Não consegue largar o cigarro nem o café. Nem a profissão. Depois de tantos anos como professora, ela não sabe fazer mais nada.
Na faculdade de letras era daquelas que adorava as disciplinas de pedagogia. Adorava discutir se era preciso ou não ensinar gramática na escola. No início achava que sim. No meio do curso queria queimar a gramática, numa atitude meio futurista. No final, relevava a bendita. E agora, depois de anos de profissão, não vive sem ela. Afinal, todo velho precisa de bengala.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
